domingo, 9 de maio de 2010

Cultura "THE WINNING MARGIN"

A resistência à mudança, é compreensível. Faz parte da nossa natureza temer o desconhecido. Essa é uma característica muitas vezes visível no meio empresarial. No entanto, devido ao ritmo alucinante do mundo dos negócios e à melhor preparação, a mudança faz cada vez mais parte das nossas vidas e começa a ser encarada de forma mais natural.
É em alturas, anormais, turbulentas e únicas, como a que estamos a viver, que as empresas podem aproveitar para mudar uma serie de coisas.
Umas das coisas por onde podem começar, é por a sua cultura. A razão dessa mudança, é porque a cultura é uma fonte inevitável e sustentável para a vantagem competitiva de uma empresa, e algo difícil de ser copiado por terceiros.
Para o fazer, devemos ter atenção a três elementos, a cabeça o tronco e as pernas. Começando por a cabeça, esta representa aquilo que os líderes dizem e o que os líderes fazem, a visão. Não me refiro aquele tipo de visão, que representa apenas uma serie de palavras sem qualquer significado e que a pessoas decoram. Mas a uma verdadeira visão, aquela que é escrita e está enraizada nos genes da empresa. Aquela que identifica as competências core da cultura da empresa, e onde os líderes contam a história de quem são e onde realmente querem ir.
Claro que não se consegue gerir uma cultura apenas com estas mensagens. Ela tem que estar alinhada com o segundo elemento, o tronco. O tronco não é mais que todos os sistemas de gestão, a tecnologia, ou seja, as coisas que dão forma aquilo que as pessoas fazem e que devem ser consistentes com o primeiro elemento. Desta forma, estamos a criar uma oportunidade de criar novas métricas, para medir as coisas que queremos que as empresas realmente façam e recompensar as pessoas, não só com dinheiro mas também com promoções, tempo, oportunidade, etc…
Finalmente o terceiro elemento, as pernas. As pernas de uma empresa são as pessoas e aquilo que elas dizem, fazem e pensam.
Mas como as empresas controlam isto?
As empresas têm controlo das pessoas que entram e que saem na sua equipa. Estas são decisões sempre importantes, especialmente no que se refere às pessoas que querem reter e à s respectivas atitudes e mentalidades. Empresas com culturas fortes, passam muito do seu tempo a fazer brain wash, a seleccionar cuidadosamente as pessoas que se enquadram com a sua cultura e a empowerd them com mensagens que os ajuda a fazer parte da sua comunidade.
Se as empresas conseguirem ter estes três elementos a trabalhar em conjunto, conseguem gerir e mudar a sua cultura. É sem dúvida um processo lento, mas para quem quer olhar o futuro, tem que encarar a cultura, como a margem do negócio que o irá fazer vencer.

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