" NÃO SOU NADA
NUNCA SEREI NADA
NÃO POSSO QUERER SER NADA
À PARTE ISSO, TENHO EM MIM TODOS OS SONHOS DO MUNDO."
Fernando Pessoa
domingo, 16 de maio de 2010
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Inovar também é descobrir
Estará a inovação condenada, com a crise? Ou será que esta é a altura de lançar algumas sementes à terra, pensando num retorno e crescimento a médio ou longo prazo?
Este é o tipo de perguntas que ultimamente, tenho escutado com alguma frequência. Pessoalmente acredito que a crise é, ou pode ser, potenciadora de inovação.
Para quem conhece um pouco a cultura chinesa, sabe que este povo tem um caracter que representa a crise. O que muitos não sabem, é que quando partido ao meio, ele transforma-se em dois novos caracteres. Um representa perigo e o outro representa oportunidade, neste caso, apenas para aqueles que vêem a possibilidade de inovar e tirar partido da crise.
Vamos retroceder uns anos. Devido à arrogância ou à incompetência de muitas empresas, quantos de nós teve muitas vezes de lidar com alguma frustração e compromisso, porque basicamente “levávamos com aquilo que as empresas nos queriam atirar”? Mas na realidade, quantos de nós tinha tempo ou paciência para ver e perceber o que se passava? Por exemplo, quem via e analisava o extrato da conta de telemóvel? Provavelmente poucos.
Acredito que hoje, para além do tempo, temos acima de tudo a necessidade de perceber o que se está a passar. Isso permite-nos identificar muito bem as nossas necessidades, o que nos torna automaticamente mais intransigentes. De uma forma natural, esta mudança de comportamento dá origem a uma procura por alguém que no mercado consiga identificar as causas da nossa frustração e que destape as nossas necessidades reais.
O princípio que quero salientar, não é o princípio de inovação relacionado com a invenção de algo que nunca tenha existido. Estou a falar da inovação no sentido de descoberta, ou seja, descobrir necessidades que estão ou foram suprimidas. Essas necessidades suprimidas são como tesouros enterrados na areia e podem representar verdadeiras oportunidades aos que os descobrirem.
Ninguém sabe quando esta crise irá terminar, e também ninguém sabe como será depois da crise. Mas uma coisa podemos dizer, aqueles que conseguirem articular e diminuir as frustrações daqueles que as necessidades não foram preenchidas, vão ser aqueles que serão capazes de inovar e deixar os outros para trás.
Este é o tipo de perguntas que ultimamente, tenho escutado com alguma frequência. Pessoalmente acredito que a crise é, ou pode ser, potenciadora de inovação.
Para quem conhece um pouco a cultura chinesa, sabe que este povo tem um caracter que representa a crise. O que muitos não sabem, é que quando partido ao meio, ele transforma-se em dois novos caracteres. Um representa perigo e o outro representa oportunidade, neste caso, apenas para aqueles que vêem a possibilidade de inovar e tirar partido da crise.
Vamos retroceder uns anos. Devido à arrogância ou à incompetência de muitas empresas, quantos de nós teve muitas vezes de lidar com alguma frustração e compromisso, porque basicamente “levávamos com aquilo que as empresas nos queriam atirar”? Mas na realidade, quantos de nós tinha tempo ou paciência para ver e perceber o que se passava? Por exemplo, quem via e analisava o extrato da conta de telemóvel? Provavelmente poucos.
Acredito que hoje, para além do tempo, temos acima de tudo a necessidade de perceber o que se está a passar. Isso permite-nos identificar muito bem as nossas necessidades, o que nos torna automaticamente mais intransigentes. De uma forma natural, esta mudança de comportamento dá origem a uma procura por alguém que no mercado consiga identificar as causas da nossa frustração e que destape as nossas necessidades reais.
O princípio que quero salientar, não é o princípio de inovação relacionado com a invenção de algo que nunca tenha existido. Estou a falar da inovação no sentido de descoberta, ou seja, descobrir necessidades que estão ou foram suprimidas. Essas necessidades suprimidas são como tesouros enterrados na areia e podem representar verdadeiras oportunidades aos que os descobrirem.
Ninguém sabe quando esta crise irá terminar, e também ninguém sabe como será depois da crise. Mas uma coisa podemos dizer, aqueles que conseguirem articular e diminuir as frustrações daqueles que as necessidades não foram preenchidas, vão ser aqueles que serão capazes de inovar e deixar os outros para trás.
domingo, 9 de maio de 2010
Cultura "THE WINNING MARGIN"
A resistência à mudança, é compreensível. Faz parte da nossa natureza temer o desconhecido. Essa é uma característica muitas vezes visível no meio empresarial. No entanto, devido ao ritmo alucinante do mundo dos negócios e à melhor preparação, a mudança faz cada vez mais parte das nossas vidas e começa a ser encarada de forma mais natural.
É em alturas, anormais, turbulentas e únicas, como a que estamos a viver, que as empresas podem aproveitar para mudar uma serie de coisas.
Umas das coisas por onde podem começar, é por a sua cultura. A razão dessa mudança, é porque a cultura é uma fonte inevitável e sustentável para a vantagem competitiva de uma empresa, e algo difícil de ser copiado por terceiros.
Para o fazer, devemos ter atenção a três elementos, a cabeça o tronco e as pernas. Começando por a cabeça, esta representa aquilo que os líderes dizem e o que os líderes fazem, a visão. Não me refiro aquele tipo de visão, que representa apenas uma serie de palavras sem qualquer significado e que a pessoas decoram. Mas a uma verdadeira visão, aquela que é escrita e está enraizada nos genes da empresa. Aquela que identifica as competências core da cultura da empresa, e onde os líderes contam a história de quem são e onde realmente querem ir.
Claro que não se consegue gerir uma cultura apenas com estas mensagens. Ela tem que estar alinhada com o segundo elemento, o tronco. O tronco não é mais que todos os sistemas de gestão, a tecnologia, ou seja, as coisas que dão forma aquilo que as pessoas fazem e que devem ser consistentes com o primeiro elemento. Desta forma, estamos a criar uma oportunidade de criar novas métricas, para medir as coisas que queremos que as empresas realmente façam e recompensar as pessoas, não só com dinheiro mas também com promoções, tempo, oportunidade, etc…
Finalmente o terceiro elemento, as pernas. As pernas de uma empresa são as pessoas e aquilo que elas dizem, fazem e pensam.
Mas como as empresas controlam isto?
As empresas têm controlo das pessoas que entram e que saem na sua equipa. Estas são decisões sempre importantes, especialmente no que se refere às pessoas que querem reter e à s respectivas atitudes e mentalidades. Empresas com culturas fortes, passam muito do seu tempo a fazer brain wash, a seleccionar cuidadosamente as pessoas que se enquadram com a sua cultura e a empowerd them com mensagens que os ajuda a fazer parte da sua comunidade.
Se as empresas conseguirem ter estes três elementos a trabalhar em conjunto, conseguem gerir e mudar a sua cultura. É sem dúvida um processo lento, mas para quem quer olhar o futuro, tem que encarar a cultura, como a margem do negócio que o irá fazer vencer.
É em alturas, anormais, turbulentas e únicas, como a que estamos a viver, que as empresas podem aproveitar para mudar uma serie de coisas.
Umas das coisas por onde podem começar, é por a sua cultura. A razão dessa mudança, é porque a cultura é uma fonte inevitável e sustentável para a vantagem competitiva de uma empresa, e algo difícil de ser copiado por terceiros.
Para o fazer, devemos ter atenção a três elementos, a cabeça o tronco e as pernas. Começando por a cabeça, esta representa aquilo que os líderes dizem e o que os líderes fazem, a visão. Não me refiro aquele tipo de visão, que representa apenas uma serie de palavras sem qualquer significado e que a pessoas decoram. Mas a uma verdadeira visão, aquela que é escrita e está enraizada nos genes da empresa. Aquela que identifica as competências core da cultura da empresa, e onde os líderes contam a história de quem são e onde realmente querem ir.
Claro que não se consegue gerir uma cultura apenas com estas mensagens. Ela tem que estar alinhada com o segundo elemento, o tronco. O tronco não é mais que todos os sistemas de gestão, a tecnologia, ou seja, as coisas que dão forma aquilo que as pessoas fazem e que devem ser consistentes com o primeiro elemento. Desta forma, estamos a criar uma oportunidade de criar novas métricas, para medir as coisas que queremos que as empresas realmente façam e recompensar as pessoas, não só com dinheiro mas também com promoções, tempo, oportunidade, etc…
Finalmente o terceiro elemento, as pernas. As pernas de uma empresa são as pessoas e aquilo que elas dizem, fazem e pensam.
Mas como as empresas controlam isto?
As empresas têm controlo das pessoas que entram e que saem na sua equipa. Estas são decisões sempre importantes, especialmente no que se refere às pessoas que querem reter e à s respectivas atitudes e mentalidades. Empresas com culturas fortes, passam muito do seu tempo a fazer brain wash, a seleccionar cuidadosamente as pessoas que se enquadram com a sua cultura e a empowerd them com mensagens que os ajuda a fazer parte da sua comunidade.
Se as empresas conseguirem ter estes três elementos a trabalhar em conjunto, conseguem gerir e mudar a sua cultura. É sem dúvida um processo lento, mas para quem quer olhar o futuro, tem que encarar a cultura, como a margem do negócio que o irá fazer vencer.
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